Em minhas palavras eu colocaria o texto de Flusser, assim: Quando algo(uma coisa talvez) é desconhecida, ela é um problema, há uma barreira de conhecimento a ser ultrapassada e alcançada. Então temos um breve momento de paz, olho da tempestade. Mas quanto mais conhecemos e usamos esse algo, que agora passa a ser um objeto, mais problemático ele volta a ser. Isso ocorre porque vamos trazendo objetividade a eles, na verdade, objetividade de seu criador. Por outro lado, quanto mais abertura e espaço esse objeto der a quem o usa, mais ele vai se tornando subjetivo e amplamente "usável" pois não está limitado por precessores. E no meio de tudo, a pessoa acaba por se perder em resolver tais situações que esquece como esse objeto interage com o outro, num âmbito cultural. Surge portanto os criadores de objetos imaterias(designers) para que se desprenda da matéria em si, porém, algo que deveria retomar a liberdade de interação, por causa desse desprendimento, age de forma contrária: prende-nos.
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