sexta-feira, 18 de junho de 2021

Livramente: uma mente livre

    Cá estamos nós novamente, Leitor.

    Essa é o que? A terceira escultura? Confesso que todas ficaram igualmente ruins, mas descobri o poder que uma boa foto tem. 

    A primeira escultura foi um desastre, gosto de chama-la de "Papel amaçado" e mesmo com esse terrível nome foi a que mais gostei. Ela foi autêntica (não da mesma forma autêntica das outras). O que quero dizer é que nela eu literalmente fiz a primeira coisa que me veio a mente, por isso gostei tanto, foi fácil. Infelizmente, no final ela realmente virou papel amassado, porque certa família não deu od evido valor ao papel amassado em cima da estante e resolveu jogá-lo no lixo. Lastimável, eu sei.

    Na segunda tentativa alguns diriam que foi melhor sucedida, mas para essa autora aqui foi a pior tentativa de todas. Eu tinha um real valor sentimental pela primeira e parecia uma traíção gostar da segunda. Então tirei as fotos e a joguei fora. 

    A terceira foi a que menos fiz bagunça, tentei aproveitar todo o papel em mãos para depois não ter que limpar o ambiente de criação. E foi a que mais tive bagagem para aplicar. Sério leitor, nem eu acreditei no trabalho final. Francamente você ficaria decepcionado se visse o objeto cru e as fotos tiradas. 

    Mostrarei agora as três que mais gostei e, claro, vou explicar o motivo:



    Essa foi a que mais me surpreender, porque óbvio que durante o processo eu não previ esse final. Usei um papel escuro na produção dessa escultura e trocando o branco pelo preto e vice-versa o final foi isso. Diga-me se não parece o raio X de uma caixa toráxica. Talvez não exatamente, mas para mim foi bem real. Adorei!

    Essa é a mesma foto anterior só que recortada colocando o de fora para dentro e o dentro para fora e sem inverter o preto e branco. Ela não me lembra exatamente algo, mas achei ela misteriosa e sombria, não sabemos onde a estrutura está apoiada ou qual seu cenário de fundo. Também é difícil saber se a estrutura está subindo ou descendo, as sombras permitem ser as duas coisas. Sinceramente, ela até me inspirou na constituição do cenário de um mundo literário meu a muito esquecido. Será que eu estava a todo esse tempo só esperando essa foto me encontrar? 


    Por último temos essa. A luz vem de trás, de dentro da escultura, tanto que temos essa sombra aqui na frente, mas de alguma forma as aberturas deixaram a luz mais resplandescente. Transformou ela de um dentro para fora a um de dentro e de fora. 

~BMferreira


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